Introdução

Temos como objetivo apresentar o Clima de forma geral, e conseguir passar as ideias de maneira que tenhamos um compreensão informal .
Iremos desenvolver os tópicos:
· Diferenciar Clima e Tempo;
· Analisar os elementos do Clima ;
· Perceber e compreender as Mudanças Climáticas;
Para fazê-lo adaptamos os textos apresentados nas referências bibliográficas e, a partir da informação adquirida, também montamos nossos próprios textos, tentando manter uma linguagem clara e mostrar as causas e consequências dos fenômenos climáticos. Embora também haja textos em boxes especiais para complementar o blog que não foram alterados, e tem suas devidas fontes citadas; a maioria dos textos é de autoria coletiva do grupo, e os posts são quase sempre acompanhados de imagens, tirinhas, mapas, estatísticas, gráficos e vídeos relacionados com o assunto, visando mostrar como o clima faz parte de nosso dia-a-dia.

Clima X Tempo, qual é a diferença?

Clima e tempo são dois conceitos que, apesar de diferentes, são freqüentementeusados de forma errônea ou confundidos na linguagem coloquial,e por vezes também nos meios de comunicação.

Clima é, basicamente, a sucessão habitual dos tipos de tempo, analisadosnum período de 30 anos, sendo estes definidos pela Organização Mundial de Metereologia (OMM). Assim, podemos considerar o clima como um padrão do tempo em determinada região durante as estações do ano, ou uma estatística de quantidades relevantes de mudanças do tempo meteorológico (variações de superfície como temperatura, precipitação e vento) num período de tempo. O clima é estudado pela Climatologia.

tempo é um conceito mais coloquial, relacionado com a combinação passageira e temporária de elementos da atmosfera, tais como a chuva, a pressão atmosférica, os ventos, dentre outros. O tempo pode mudar de um dia para o outro, de uma hora para outra, e tem duração máxima de 15 dias. A Metereologia é a ciência responsável pelo estudo do tempo.

É importante notar que, embora o tempo seja um conceito bastante momentâneo, através de sua periodicidade em determinadas épocas (estações ou épocas do ano em que chove mais, em que o calor é mais intenso, etc) é que se determina o clima.




A Temperatura



Temperatura é, basicamente, a quantidade de calor na atmosfera, portanto, registra a variação desse calor, que depende da localização e da circulação atmosférica. A energia primária do Sol aquece a superfície da Terra (hidrosfera e litosfera) e esta irradia calor para o ar; portanto, a temperatura do ar é um calor indireto, uma vez que é irradiado da superfície para a atmosfera. A temperatura é geralmente medida em graus Celsius (ºC), podendo também ser medida na escala Fahrenheit (ºF) e Kelvin (K), em aparelhos denominados termômetros.

Os fatores condicionantes de mudança da temperatura são:

• Latitude: a temperatura diminui com o aumento da latitude, em função da forma esférica da Terra: os raios solares chegam perpendicularmente à região do Equador, e a partir daí, aumentam sua inclinação e a reflexão dos mesmos. Assim, a região equatorial é mais quente, pois os raios solares percorrem uma distância menor e incidem de forma perpendicular; enquanto, nos pólos, eles percorrem uma distância maior e tem incidência bastante inclinada, e a temperatura é, portanto, menor.

• Altitude: a temperatura diminui com o aumento da altitude, uma vez que o calor, na Terra, é irradiado da superfície para cima, e o aquecimento da atmosfera se dá por irradiação. O ar se torna rarefeito com o aumento da altitude, ou seja, tem menor densidade de moléculas, ocorrendo menor irradiação e retenção de calor, conseqüentemente, menores temperaturas. Quando a altitude baixa, ocorre o efeito contrário. Temos, em média, a cada elevação de 200m, a queda de 1ºC na temperatura.

• Relevo: pode dificultar, no caso de montanhas, ou facilitar, no caso de planícies, a entrada de massas de ar frias ou quentes, alterando o clima.

• Oceanos e Continentes: os continentes possuem maior amplitude (variação) térmica do que os oceanos, uma vez que as rochas e as águas têm comportamentos diferentes em relação ao calor. Outro fenômeno importante relacionado é o da continentalidade, em que ocorre uma oscilação cada vez maior de temperatura quanto mais distante determinada área continental está do oceano, como, por exemplo, as grandes variações que ocorrem no deserto do Saara. A maritimidade é o oposto da continentalidade, fenômeno em que as oscilações são menores quando acontecem em áreas mais próximas do mar.

• Correntes marítimas: importantes na distribuição do calor, as correntes marítimas são influenciadas por ventos, movimento de rotação da Terra, diferenças na salinidade e temperatura das águas, dentre outros fatores. Subdividem-se em:

• Correntes Quentes: formam-se em áreas equatoriais (zona intertropical), de onde partem para altas latitudes (regiões polares), de onde irradiam calor para o ar atmosférico. A Corrente do Golfo (Gulf Stream), por exemplo, é quente, ameniza o frio e traz umidade ao litoral europeu, impedindo o congelamento das águas do Atlântico Norte, aumentando em vários graus Celsius a temperatura média e justificando a ocorrência de plantas associadas a climas muito quentes, que se tornam capazes de sobreviver aos rigores do inverno setentrional.

• Correntes Frias: formadas nas zonas polares, e migram para as baixas latitudes (região equatorial), onde diminuem a temperatura nas áreas litorâneas. As correntes Humboldt (Peru) e Benguela são exemplos de correntes frias, capazes de esfriar o ar e deixá-lo mais úmido.

Mapa considerando as correntes marítimas e os climas mundiais.

Mais sobre os princípios físicos que regem as correntes: http://alfaconnection.net/meio%20ambiente/correntes%20oceanicas.htm

Box Especial: Ocorrência de Áreas Pesqueiras e as Correntes Marítimas

As correntes marítimas influenciam na ocorrência de áreas pesqueiras: locais de encontro entre correntes quentes e frias abrigam as principais concentrações da atividade. A explicação para o fenômeno é a de que, para compensar o movimento de águas superficiais, ocorre um transporte vertical de águas profundas para cima, denominado ressurgência, que traz sedimentos com nutrientes. A iluminação solar aumenta a atividade biológica, concentrando plâncton (microorganismos animais ou vegetais) e atraindo os peixes.

Pesca na Ilha Anticosti, Golfo de São Lourenço, Canadá. A área pesqueira ocorre em função do encontro da corrente do Labrador (fria) e do Golfo (quente).

• Vegetação: ao impedir a incidência total dos rios solares na superfície, ocorre, em caso de desmatamento, diminuição de chuvas, e há um aumento da temperatura na região.

Esses fatores operam juntos e exercem influência entre si. Assim, em regiões quentes em função da latitude, a presença de elevadas altitudes é capaz de amenizar o clima, ou, em regiões frias em função da latitude, é capaz de acentuá-lo. A proximidade com o oceano e a influência de correntes marítimas também é capaz de amenizar um clima. A presença de grandes metrópoles ou extensas áreas rurais também modifica a temperatura.

Elementos do Clima

Elementos climáticos são atributos básicos (características) que servem para definir o tipo climático de uma região. São elementos climáticos a temperatura, a umidade e a pressão atmosférica.

Em cada elemento atuam também os fatores climáticos, elementos naturais e humanos capazes de influenciar as características ou a dinâmica de um ou mais tipos de climas. Influenciam-se entre si. São eles: órbita, latitude, altitude, maritimidade ou continentalidade, correntes marítimas, relevo, precipitações, ventos, massas de ar, vegetação e presença de megalópoles.


Tipologia dos Fatores
Alguns fatores apresentam variantes que serão citadas aqui e explicadas melhor dentro dos elementos influenciados por eles.

Latitude: alta (distantes do Equador) ou baixa (próximas do Equador (0º));

Altitude: alta (acima de --) ou baixa (a partir do nível do mar até --);

Correntes marítimas: quentes ou frias;

Relevo: montanhas, depressões, planícies e planaltos, dentre outros;

Massas de ar: quentes ou frias, secas ou úmidas;

Vegetação: diversos tipos, como florestas, tundra, taiga, estepes, etc;

Precipitações: superficiais ou não superficiais;

Ventos: os mais comuns são os alísios, contra-alísios, monções e brisas.

A Umidade


A umidade é um conceito relacionado com a quantidade de vapor d’água presente em suspensão na atmosfera, formando nuvens e precipitações em determinado instante e porção da troposfera. É o resultado da evaporação e da evapotranspiração. Pode ser expressa em valores:

Absolutos (quantidade de vapor d'água em gramas)

ou

Relativos (relação entre a umidade absoluta e o ponto de saturação, sendo este a quantidade máxima de vapor de água que o ar consegue reter, em determinado local e momento. Ela é expressa em porcentagem (%). Quando, na atmosfera, a umidade atinge o ponto de saturação de 4%, ela se satura de vapor e libera água que cai sobre o solo em forma de chuva ou outros tipos de precipitação, como os nevoeiros, as neblinas, os orvalhos e as geadas).

Lembrando que para chover é necessário que ocorra a condensação da água, ou seja, que esta passe do estado gasoso para o líquido, além de o vapor ter de atingir o ponto de saturação. O ponto de saturação varia de acordo com a temperatura: quanto maior esta for, maior será a saturação, e vice-versa.



Box Especial: Interpretando Notícias sobre a Umidade Relativa

Muitas vezes escutamos no jornal falarem que a umidade relativa do ar é, por exemplo, de 60%. Isto quer dizer que estamos a 60% da capacidade máxima de retenção de vapor de água na atmosfera. Quando está chovendo, a umidade relativa do ar está em 100%, ou 4% em termos absolutos. Portanto, quando a umidade relativa do ar está por volta de 60%, está em 2,4% de vapor em termos absolutos.

Fonte:http://www.juliobattisti.com.br/tutoriais/arlindojunior/geografia004.asp



Precipitações

• Superficiais: ocorre quando a condensação acontece junto à superfície. Formação de nevoeiros, neblinas, orvalho e geada.



Exemplos de precipitações superficiais: nevoeiro, neblina (acima), orvalho e geada (abaixo).


• Não-superficiais: ocorre quando a condensação acontece muito acima da superfície. Formação de neve (cristalização do vapor de água no interior ou não muito abaixo de nuvens – a acumulação em regiões frias pode ocasionar geleiras), granizo (formado por correntes convectivas e depois transportado para regiões elevadas e frias, onde se congela) e chuva.



Exemplos de precipitações não-superficiais: granizo, neve (acima), e chuva (abaixo).

A chuva é a mais comum e importante das precipitações. Consiste do encontro de uma nuvem saturada de vapor d’água com uma camada de ar frio. Tipologia das chuvas:


• Convectiva (de convecção): também chamadas de chuvas de verão, pancadas de chuva, torós e aguaceiros. São provocadas pela intensa evapotranspiração de superfícies úmidas e aquecidas e pela ascensão vertical do ar, que, quando entra em contato com o ar frio, condensa-se e se precipita. Costuma ser intensa, rápida, acompanhada de trovões ou granizo. É comum no verão brasileiro, na Floresta Amazônica e no Centro Oeste.


• Orográfica (de relevo): também chamadas de chuvas de serra, ocorrem quando os ventos úmidos se deslocam horizontalmente, encontram-se com uma barreira montanhosa, se elevam e se resfriam, e posteriormente se condensam e se precipitam; como é normal nas encostas voltadas para o mar.


• Frontal: típicas das latitudes médias, são causadas pelo encontro de uma massa fria (e seca) com outra quente (e úmida), como as de inverno no Brasil Meridional. Costuma ser menos intensa e mais duradoura.



Influência dos fatores climáticos na chuva

A distribuição de chuvas é bastante irregular, como demonstra o mapa, tanto nas épocas do ano quanto por distribuição geográfica.

Nas regiões polares, a chuva é escassa; nas temperadas, é moderada; e é intensa nas regiões equatoriais. Costuma chover mais em locais próximos do oceano do que no interior continental.


A Pressão Atmosférica



Pressão média ao nível do mar de Junho a Agosto (em cima) e de Dezembro a Fevereiro (em baixo).

Pressão atmosférica é a força atuante da atmosfera, ou melhor, do peso do ar, sobre uma superfície, no caso, a terrestre. É medida por um equipamento denominado barômetro, em unidades como a atmosfera (atm), milibar (bar) e hectopascal (hPa), as mais utilizadas em meio científico. As diferenças na pressão têm origem térmica, estando diretamente relacionadas com a radiação solar e os processos de aquecimento das massas de ar. Ela depende da latitude, altitude e temperatura.

• Temperatura: Exerce grande influência na pressão. Em regiões onde as temperaturas são mais baixas, a pressão atmosférica é maior, pois as moléculas de ar estão mais concentradas. Nas regiões mais quentes, como a região equatorial, o ar se dilata, ficando leve, por isso tem uma baixa pressão. O ar quente é leve, ou seja, sobe e como conseqüência diminui a pressão, enquanto o ar frio exerce mais pressão, visto que tende a descer.

• Latitude: influencia de forma diretamente proporcional, portanto, quanto menor a latitude, menor a pressão, e vice-versa. Isso ocorre porque, próximo aos pólos, o frio contrai o ar, deixando-o mais denso e tendo uma maior pressão.

• Altitude: tem influência inversamente proporcional: quanto maior a altitude, menor a pressão; e quanto mais baixa a altitude, maior a pressão.

Os ventos (ar atmosférico em movimento) podem se mover horizontal (superfície e altitude) ou verticalmente (diferença de temperaturas e pressões locais). Eles sempre sopram de áreas de alta pressão, dispersoras de vento, para as de baixa pressão, receptoras de pressão. Sua velocidade varia de acordo com a diferença de pressão entre essas áreas. Em caso de grande diferença, podem ocorrer tufões, furacões e tornados, ventos fortes cuja denominação varia de local para local.

Os principais tipos de ventos são:

Vento
Origem
Formação
Destino
Consequência
Alísios
Trópicos
Diferenças entre pressão dos trópicos (alta) e do Equador (baixa)
Equador
-
Contra-alísios
Equador
Ar quente, leve e úmido que sobe e se resfria no Equador, voltando aos trópicos
Trópicos
-
Monções de Verão
Oceano Índico
Diferenças de temperatura e de pressão entre as massas continentais e marítimas
Continente Asiático
Traz nuvens e chuvas (umidade)
Monções de Inverno
Continente Asiático
Inversão das áreas de baixa e alta pressão, consequente inversão dos ventos
Oceano Índico
Período Seco
Brisa Marítima (diurna)
Oceano
Diferença entre as pressões e temperatura do oceano (alta; menor) e do continente (baixa; maior)
Continente
-
Brisa Continental (noturna)
Continente
Diferença entre as pressões e temperatura do oceano (baixa, maior) e do continente (alta, menor)
Oceano
-

Em virtude do movimento de rotação, os ventos, a partir da área de dispersão, desviam para a direita (horário) no Hemisfério Norte e para a esquerda (anti-horário) no Hemisfério Sul.

As monções têm grande papel socioeconômico, pois trazem umidade e ajudam principalmente no cultivo de arroz da população asiática.

Massas de Ar e Frentes

Originadas em áreas extensas e homogêneas (como planícies, oceanos e desertos) e após adquirir as características de seu local de origem, incluindo umidade e temperatura, essas porções de ar denominadas massas de ar podem alterar o tempo nas áreas que passam, podendo também adquirir as características desses locais.

Esquema do funcionamento das massas de ar.

Quando duas massas de ar se encontram, sendo uma fria e, na maior parte dos casos, seca,; e a outra, quente e úmida; ocorrem mudanças importantes no tempo, como o surgimento de nuvens e chuvas. O ar quente se eleva sobre o mais frio por ser mais leve. As frentes ocorrem nessas áreas de transição de duas massas de ar, e podem ser frias (quando o ar frio predomina) ou quentes (predominância do ar quente).


Tipologia das Massas de Ar
As massas de ar se classificam em três grandes grupos:


Massas Equatoriais: formam-se nas proximidades do Equador, ou seja, nas áreas de baixas latitudes. Possuem as temperaturas mais elevadas - e apresentam, portanto, baixas pressões em seu interior. A massa equatorial oceânica é, em geral, a massa mais úmida de todas; enquanto a continental, embora muito quente, é um pouco menos úmida.

Massas Tropicais: formadas nas proximidades de cada um dos trópicos, geralmente em latitudes subtropicais, nos dois hemisférios. São massas muito quentes, com pressões médias e baixas, sendo a de origem oceânica bem mais úmida que a continental.

Massas Polares: formam-se nas proximidades dos círculos polares ártico e antárticos, sempre em latitudes superiores a 50o. São as massas mais frias e, portanto, são também massas de pressão bastante alta. A continental é a mais fria e mais seca, enquanto a marítima, por ser um pouco úmida, não apresenta temperaturas tão baixas.

Box Especial: Massas de Ar no Brasil

Massa

Características

Massa Equatorial Atlântica (mEa)

Quente e úmida, dominando a parte litorânea da Amazônia e do Nordeste em alguns momentos do ano, tem seu centro de origem no Oceano Atlântico.

Massa Equatorial Continental (mEc)

Quente e úmida, com centro de origem na parte ocidental da Amazônia, domina a porção noroeste da Amazônia durante quase todo o ano.

Massa Tropical Atlântica (mTa)

Quente e úmida, originária do Oceano Atlântico, nas imediações do trópico de Capricórnio, exerce enorme influência sobre a parte litorânea do Brasil.

Massa Tropical Continental (mTc)

Quente e seca, se origina na depressão do Chaco e abrange uma área de atuação muito limitada, permanecendo em sua região de origem durante quase todo o ano.

Massa Polar Atlântica (mPa)

Fria e úmida, forma-se nas porções do Oceano Atlântico próximas à Patagônia. Atua mais no inverno, quando entra no Brasil como uma frente fria, provocando chuvas e queda de temperatura.


Observação: embora o território brasileiro sofra a ação de cinco massas de ar, três delas são muito mais atuantes durante todo o ano: a Equatorial Continental, a Tropical Atlântica e a Polar Atlântica.

Fonte:
http://educacao.uol.com.br/geografia/massas-de-ar.jhtm


Circulação Geral (ou Primária) da Atmosfera

A circulação geral do ar na atmosfera é causado pelo aquecimento desigual da superfície do solo. A diferença de temperatura nos pólos, no equador, na terra e no mar causam movimentos do ar que são muito importantes para o clima. Nas latitudades médias (mais ou menos 35º ao norte e ao sul), a Terra recebe mais mais radiação do sol do que a que ela perde. Nos pólos, entretanto, a quantidade de radiação absorvida é menor do que a que se perde.

Se o calor não fosse transportado do equador para os pólos o equador iria se tornar cada vez mais quente, enquanto os polos se tornariam cada vez mais gelados, se o frio não fosse levado para a região equatorial. A atmosfera é um grande agente de transporte de calor, assim como o oceano, que também transporta grande parte do calor terrestre.

As principais correntes de circulação de ar atmosférico são

  • Célula de Hadley - circulação no plano vertical-meridional (sul-norte)
  • Célula de Walker - circulação no plano vertical-zonal (oeste-leste)

Interatividade

http://eb23cmat.prof2000.pt/sala/geografia/clima/temp/eleclim.htm

Jogo simples com relação aos elementos do clima, que pode ser facilmente resolvido após a leitura dos respectivos posts.

Tipos Climáticos


1. Tropical

Localizado nas zonas intertropicais, sua maior característica é o calor predominante durante todo o ano, tendo temperaturas sempre superiores à 18º. O inverno é marcado por uma época de seca, assim como temperaturas inferiores (em torno de 20º), enquanto o verão é marcado pelo período de chuvas e temperaturas mais elevadas (acima de 25º).

2. Subtropical

Localizado principalmente nas zonas ao sul do Trópico de Capricórnio e nas ao norte do Trópico de Câncer. As temperaturas variam de 0º a 10º no inverno, enquanto no verão podem variar de 15º a 20º. Nas áreas mais elevadas podem ocorrer nevadas, embora não seja comum. Nas áreas mais baixas, entretanto, é normal a ocorrência de fortes geadas no inverno.


Regiões de ocorrência do clima subtropical.

3. Mediterrânico

Ocorre no sul da Europa, na região banhada pelo Mar Mediterrâneo. Devido aos ventos provenientes do Deserto do Saara, a região possui um clima mais quente e seco. O verão é quente e seco, com temperaturas acima dos 25º. O inverno é chuvoso (o período de chuvas dura de 2 a 4 meses) e frio.


4. Temperado

Não possui uma zona específica de atuação. O clima temperado é denominado para aqueles climas com estações bem definidas, com verões quentes, outonos e primaveras de temperaturas variantes (começando frio e ficando mais quente com o decorrer do dia) e invernos gelados. A umidade varia conforme a localização da região.



5. Oceânico

O clima oceânico ocorre em regiões mais afastadas dos continentes, nas latitudes médias e altas. As chuvas são fartas e bem distribuídas durante todo o ano. O verão é fresco e úmido.

Regiões de ocorrência do clima oceânico.

6. Frio de Montanha

Localizado nas montanhas acima do nível das árvores (simplificadamente, o ponto em que as árvores param de crescer nas montanhas), a temperatura varia de acordo com a altitude.

7. Polar

Ocorre no Ártico, na Groenlândia, no Alasca e na Antártida. Sua maior característica são as baixíssimas temperaturas predominantes durante todo o ano. O verão possui temperaturas levemente superiores (em torno de -10º), enquanto o inverno pode chegar a -80º no interior da Antártida.



8. Árido ou Desértico

São regiões caracterizadas, principalmente, pela baixa quantidade de precipitações. As temperaturas tendem a ser elevadas durante o dia, despencando à noite; entretanto, não existem apenas desertos quentes, havendo também a existência de desertos gelados.



9. Equatorial

Localizado próximo à linha do Equador, é um clima extremamente quente, com temperaturas geralmente superiores a 25º. É extremamente úmido, apresentando chuvas durante o ano todo.

10. Frio

Ocorre em regiões de latitude mais elevadas, próximas aos pólos. Tem temperaturas geralmente negativas, com invernos longos e rigorosos. O verão é curto e mais brando.


Quem Somos?

Somos todos alunos do Colégio Militar de Porto Alegre, da Turma 103, do primeiro ano.

- Dal Pizzol (nº 90102, nº de ordem: 26)

- Giovanna Miotto (nº 90109, nº de ordem: 28)

- Luciana (nº 90113, nº de ordem: 29)

- Fernanda Klein (nº 91189, nº de ordem: 30)

- Luiza Gusmão (nº 50855, nº de ordem: 6)

Livros Utilizados

Os seguintes livros:

SIMIELLI, Maria Elena. Geoatlas. São Paulo, Ática, 2006.

TERRA, Lygia e COELHO, Marcos de Amorim. Geografia Geral e Geografia do Brasil. São Paulo, Moderna, 2005.

Adaptamos os textos apresentados nas fontes e, a partir da informação adquirida, também montamos nossos próprios textos, tentando manter uma linguagem clara e mostrar as causas e consequências dos fenômenos climáticos.

Embora também haja textos em boxes especiais para complementar o blog que não foram alterados, e tem suas devidas fontes citadas; a maioria dos textos é de autoria coletiva do grupo, e os posts são quase sempre acompanhados de imagens, tirinhas, mapas, estatísticas, gráficos e vídeos relacionados com o assunto, visando mostrar como o clima faz parte de nosso dia-a-dia.


Metereologia