Mudanças Climáticas

As mudanças climáticas nomeiam a variação do clima a longo prazo, seja ela global ou em escala regional. Essas variações podem ser mudanças de temperatura, de precipitação e de nebulosidade, assim como fenômenos naturais climáticos, sendo o exemplo mais latente deste o misterioso El Niño, cujas causas não foram totalmente explicadas até hoje, e podem ser causadas por:

- Processos internos, na Terra e ao longo de sua atmosfera:

  • deriva continental, que prega que os continentes estão em constante movimentação, podendo se afastar ou se aproximar dos pólos;
  • movimentos orogenéticos, quando formam montanhas, podem alterar o curso e a circulação dos ventos;
  • fenômenos El Niño e La Niña, cujas definições no post abaixo;
  • esfriamento global, teoria defendida por cientistas na qual se prevê uma nova glaciação, resultando em uma nova era glacial. Acredita-se que ainda na próxima década a Terra iniciará um processo lento de resfriamento, chegando ao ápice em 2060. Esta possível nova era do gelo, no entanto, deve perder suas forças até o século XXII. Caso isso ocorra, haverá grandes mudanças no relevo continental e no nível do mar, pois mais água ficará retida nos pólos, “revelando” pedaços de terra escondidos pelos mares e alterando o formato dos continentes.

- Forças externas, originadas fora do globo terrestre:

  • ciclo solar, que dura onze anos e justifica a mudança no ritmo das erupções solares e da movimentação das estruturas magnéticas em direção aos pólos solares, e, logo, a variação da intensidade do vento e do campo magnéticos solares. Essas alterações resultam em períodos com aumento da atividade geomagnética da Terra e da oscilação da temperatura do plasma ionosférico na estratosfera terrestre. Esse Ciclo Solar ocorre pois o sol emite energia de forma instável, apesar de ser uma estrela de classe G. Além do caso do Ciclo Solar, o sol também é capaz de aumentar a energia, ou radiação solar, emitida em até 10% a cada bilhão de anos, sendo essa a explicação para a energia do sol ter sido de apenas 70% da potência de hoje quando surgiu a vida na Terra, há quatro bilhões de anos.
  • variação orbital, que determina o aumento ou a diminuição das radiações solares por conta de alterações no movimento da Terra ao redor do Sol. A variação orbital ocorre periodicamente, fazendo a radiação do sol chegar de forma desigual a cada hemisfério e provoca períodos de longos verões e longos invernos. Ela é causada pela excentricidade orbital (grau de de afastamento de uma órbita da forma circular), inclinação do eixo da Terra e precessão de equinócios.
  • impacto de meteoritos, que podem não apenas alterar profundamente a biosfera e o formato dos continentes e dos oceanos como também mudar o clima. O abalo pode ser tanto a ponto de desencadear uma tragédia: ocorreriam incêndios generalizados, que unido ao efeito estufa pode aumentar a temperatura da Terra; o calor também quebraria moléculas de nitrogênio e oxigênio, que, unindo-se ao hidrogênio formariam o ácido nítrico, este um dos responsáveis pela chuva ácida; a acidez da chuva prejudicaria a vida na superfície terrestre, inclusive no ecossistema marinho.

- Atividade humana, mais recentemente:

  • emissão de gases do efeito estufa, como o CO2, ou gás carbônico, podem ser responsáveis por um aumento na temperatura da Terra e têm seu índice na atmosfera aumentado em desmatamentos, queimadas de florestas e de combustíveis fósseis e o cultivo de gado, cuja flatulência contém o dióxido de carbono.

El Niño e La Niña

El Niño e La Niña



O El Niño é uma alteração que ocorre na distribuição da temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico, acarretando em mudanças climáticas. Ele tem duração de 12 a 18 meses.



Ele traz consequências do tipo:
  • Os ventos do Oceano Pacífico sopram com menos força, assim as águas ficam mais e a produtividade primaria e de populções de peixes diminui.
  • As massas de ar quentes e úmidas acompanham a água mais quente, provocando chuvas excepcionais na costa oeste da América do Sul e secas na Indonésia e Austrália. Pensa-se que este fenômeno é acompanhado pela deslocação de massas de ar a nível global, provocando alterações do clima em todo o mundo.

O La Niña é um antônimo no El Niño: ocorre um resfriamento das águas do oceano Pacífico. Este fenômeno natural produz fortes mudanças da dinamica geral da atmosfera consequentemente alterando o comportamento climático.



Resumindo: o El Niño é um aquecimento da temperatura das águas do oceano Pacífico que interfere no clima mundial, e o La Niña é um resfriamento.


Caso queira complementar o aprendizado, o leitor pode acessar este vídeo do Youtube postado pelo usuário nandabrau:

Inversão Térmica

Inversão Térmica


Este fenômeno climático ocorre principalmente nos grandes centros urbanos, regiões onde o nível de poluição é muito elevado. A inversão térmica ocorre quando há uma mudança abrupta de temperatura devido à inversão das camadas de ar frias e quentes.


Para que ocorra a inversão térmica é preciso alguns fatores específicos, como baixa umidade do ar (comum nos invernos de São Paulo, por exemplo), com poucas chuvas e conseqüente acúmulo de poluentes. O fenômeno pode ocorrer em qualquer época do ano, mas fica mais intenso nas épocas de noites longas, com baixas temperaturas e pouco vento, ou seja, o inverno é o período com maior incidência de inversão térmica.

A camada de ar fria, por ser mais pesada, acaba descendo e ficando numa região próxima a superfície terrestre, retendo os poluentes. O ar quente, por ser mais leve, fica numa camada superior, impedindo a dispersão dos poluentes. É possível observar, a olho nu e em grandes cidades, uma camada de tom cinza, no horizonte, formada por esses poluentes, que são resultado da queima de combustíveis fósseis por automóveis e caminhões.

Este fenômeno causa aos moradores de cidades grandes muitos problemas de saúde por conta da poluição atmosférica intensa. O CO que sai dos escapamentos de veículos pode causar disfunções no miocárdio. Problemas respiratórios são muito freqüentes, graças ao SO2, e pessoas que já têm doenças respiratórias como bronquite e asma são as mais afetadas, tornando suas vidas em grandes metrópoles quase insuportáveis. Partículas inaláveis também causam aumento da pressão arterial derivada de uma circulação vascular prejudicada. Na Universidade de São Paulo, estudos estimam que oito pessoas morrem por dia na grande São Paulo graças à conseqüências indiretas da poluição atmosférica.

Soluções para estes problemas estão ligados diretamente à adoção de políticas ambientais eficientes que visem diminuir o nível de poluição do ar nos grandes centros urbanos. A substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis ou energia elétrica poderia reduzir significativamente este problema. Cada um deve fazer sua parte, primeiro conscientizando-se sobre sua parcela de culpa e trocando o transporte individual pelo público, ou até mesmo utilizando veículos ecologicamente corretos, como bicicletas.


Para entender melhor o processo da inversão térmica, disponibilizamos três vídeos da HowStuffWorks:

http://videos.hsw.uol.com.br/inversao-termica-1-video.htm

http://videos.hsw.uol.com.br/inversao-termica-2-video.htm

http://videos.hsw.uol.com.br/inversao-termica-3-video.htm

Conclusão

A partir dos tópicos principais estendemos os conhecimentos científicos a novos níveis. Podemos perceber sua importância no dia-a-dia, variantes e consequências. Notamos a profundidade de tudo que envolve a sistematização deste objeto, ou seja, tempo e clima, e o que os tornam tão simples, fortes e determinantes para a vida do ser humano.

Quem Somos?

Somos todos alunos do Colégio Militar de Porto Alegre, da Turma 103, do primeiro ano.

- Dal Pizzol (nº 90102, nº de ordem: 26)

- Giovanna Miotto (nº 90109, nº de ordem: 28)

- Luciana (nº 90113, nº de ordem: 29)

- Fernanda Klein (nº 91189, nº de ordem: 30)

- Luiza Gusmão (nº 50855, nº de ordem: 6)

Livros Utilizados

Os seguintes livros:

SIMIELLI, Maria Elena. Geoatlas. São Paulo, Ática, 2006.

TERRA, Lygia e COELHO, Marcos de Amorim. Geografia Geral e Geografia do Brasil. São Paulo, Moderna, 2005.

Adaptamos os textos apresentados nas fontes e, a partir da informação adquirida, também montamos nossos próprios textos, tentando manter uma linguagem clara e mostrar as causas e consequências dos fenômenos climáticos.

Embora também haja textos em boxes especiais para complementar o blog que não foram alterados, e tem suas devidas fontes citadas; a maioria dos textos é de autoria coletiva do grupo, e os posts são quase sempre acompanhados de imagens, tirinhas, mapas, estatísticas, gráficos e vídeos relacionados com o assunto, visando mostrar como o clima faz parte de nosso dia-a-dia.